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Com Re-amor, Simon!

Re-Aprendendo a Amar!!

Como blogueiro novato, uma das coisas que sempre me pergunto é:
"Como foi que essa história começou?". Desde sempre, adorava compartilhar minhas paixões, as coisas que me incomodavam e, principalmente, minhas opiniões. Com Re-amor, Simon! tem agregado imenso valor à minha vida, e amo poder ter a oportunidade de compartilhar tudo com meus leitores. Explore meu site e aproveite.

O passado me assombra! Me assusta!

  • Foto do escritor: Simon Jaques & Blue
    Simon Jaques & Blue
  • há 7 dias
  • 5 min de leitura

Não estou falando que me arrependo do meu passado. Eu tenho medo que ele venha prejudicar o meu presente ou futuro. Muita coisa que vivi, pode me trazer uma certa dificuldade de convivência com minha esposa e possivelmente, com as pessoas ao meu redor. Mas minha preocupação é com a minha esposa.


Para dar um cenário da minha vida. Eu vivi bem intensamente sempre e bem longe do conceito de vida que estou me propondo agora. Atualmente, eu estou numa proposição de monogamia e dentro deste conceito, deixarei minhas vivencias intensas homossexuais e serei uma espécie de “hetero”. Pois para ser monogâmico, eu tenho que transar só com uma pessoa (conceito de monogamia) e, no meu caso, essa pessoa é uma mulher. Uma mulher que sempre esteve ao meu lado, aturando minha doença de variação de humor (que atualmente estou estável ), mas isso é uma outra história.... Essa mulher, por algum motivo, esteve ao meu lado e não me abandonou, assim como fizeram todas as outras da minha vida, desde a minha mãe, minha primeira esposa, minhas colegas de trabalho, minhas amigas, as mulheres que cruzaram a minha vida.


Eu sempre tive uma relação de amor ou ódio com as mulheres. Começamos com uma relação intensa, forte, honesta e tudo isso acaba como num passo de mágica. Não entendo o “por quê” deste tipo de relação com as mulheres. O como essas relações se deterioram assim. No começo, eu sou extremamente parceiro, compreensivo, estimulador, sempre um ombro amigo. Mas por algum motivo, sinto que deixo de ser útil ou não tenho mais interesse em ser tão acessível ou me afasto quando preciso me expor mais. Sei lá... Medo de expor com verdade, de ser gay.


Eu sempre tive mais afinidade com as mulheres, por incrível que pareça. E tive muito mais facilidade de aproximação com elas, mas aprofundar essa relação nunca foi a minha praia. Engraçado que minha postura com elas sempre foi o que de melhor elas queriam, como elas queriam, o apoio que elas queriam, o que elas queriam emocionalmente. Mas nunca o que eu queria, pois nunca chegaram a me perguntar ou notar o que eu queria ou precisava. Nunca me enxergaram ou não quiseram me ver de verdade. E como eu me protegia muito, ninguém tinha acesso ao meu profundo Eu. E assim, eu nunca me mostrava, me abria, nunca deixei ninguém chegar perto do me EU verdadeiro. Eu nunca me senti confiante o suficiente para ser Eu, o gay que o meu pai gritou que eu nunca seria. Por isso, eu não podia declarar para ninguém, já tinha sido decretado que nunca seria um “viadinho”, mas meus sentimentos eram de um viadinho, meus sonhos eram de um viadinho, meus desejos eram de um viadinho.


Essa sentença do meu pai me fez interiorizar tudo que eu desejava, queria ou sentia. E assim, todo o meu Eu ficou somente comigo. E mostrava somente o que eu queria ou necessitava. Para os mais próximos, eu mostrava o meu lado doce e hetero. Para os que eu realizava os meus desejos, somente o viadinho desejoso. Então, eu nunca fui completo, integro, o Eu plenamente. Isso me fragmentou, me deixou em pedaços e, no meu passado era muito difícil ser inteiro. Mas isso será um outro texto kkkkkk


Dado essa introdução, para viver, eu tive que usar os meus fragmentos. E vivenciar cada fragmento, o hetero, o gay, o viadinho, o filho, o sobrinho, o sócio, etc.... E cada vivência desta gerou um histórico com alguém. Isso, pode virar algo que venha me perturbar, me ameaçar com sua existência passada. Por exemplo, para algumas pessoas, eu disse claramente que queria me separar e começar uma vida sozinho, com isso, esse desejo pode vir à tona e estressar ou acabar com o meu casamento. Eu transei com vários homens e alguns ainda são do meu convívio, o que pode ser uma bomba atômica no meu relacionamento.


Não tenho vergonha do meu passado e não me arrependo, mas esse passado não estava alinhado com o meu presente de monogâmico. Essa palavre pesa e é totalmente destoante do meu passado, principalmente, porque minha esposa sempre me enxergou como um monogâmico. Ser FIEL, Repeitá-la, Honrá-la.... Esse foi o juramento no dia do meu casamento, foi o que eu olhei nos olhos dela e declarei em frente a milhares de testemunhas. No meu ponto de vista, eu era fiel já que eu transava somente com homens. A única exceção, foi quando eu transei com minha ex esposa. Mas teve uma razão, em minha mente doente... tá bom que foi uma vingança. Eu queria mostrar para ela que eu poderia ser um excelente marido e ela renegou. Não me orgulho, mas fiz e deu certo no meu ponto de vista, né? Essa parte, é uma coisa que me arrependo, mas não me martirizo por isso.


Meu desejo sempre foi por homens e minha ida para trabalhar fora, me possibilitou a vivenciar esse desejo que foi vivido com propriedade total e incondicional. Para mim, foi muito importante para viver algo que eu sempre me privei. Descobrir, viver o “viadinho” gente boa, integro, engraçado, leve, trabalhador, um excelente pai, marido, companheiro e de uma sexualidade intensa e muito prazerosa. Mesmo, hoje, não vivendo o seu lado homossexual, ele está feliz e tranquilo. Ser monogâmico não me tira o meu lado gay, mas sim o ato de transar com outras pessoas. Não deixei de ser gay, deixei de ser um viadinho galinha. Alguém que não via problema em transar com vários homens, sem nenhum apego afetivo. Tudo fudeu, quando eu me apaixonei pelo John e vi que não conviveria com o amor gay da minha vida – lado triste da vida de viadinho. Que eu não seria um viadinho feliz com o meu macho. Então qual o motivo de ser um gay galinha, continuar nesta vida promiscua? Por que não, ter uma vida estável e acolhedora monogâmica?


Eu decidi viver com alguém que eu amo, sempre esteve ao meu lado, na doença e na saúde. Sim, eu amo minha esposa. Vivo muito bem com ela e agora, decidi ser monogâmico e respeitá-la, honrá-la e ser fiel. Se tivesse casado com o Jonh, também teria que ser assim. Não é uma questão de ser gay ou não, é uma questão de viver para uma pessoa e ser fiel a ela. E agora tenho a chance de construir um relacionamento correto, tranquilo, estável, tudo que preciso para estabilizar o meu humor e viver bem. Por isso, o meu passado me assombra. Ele é uma prova viva que eu, nestes anos todos, não fui fiel, não a honrei, não a respeitei. Mas agora estou sendo o melhor marido, companheiro, parceiro que ela poderia ter, não por arrependimento, mas por enxergar que é o certo a ser feito , já eu declarei isso no dia do nosso casamento. Estou sendo o marido monogâmico com propriedade e prazer. Eu estou vivendo para essa relação e isso tem me deixado estável e tranquilo. E gostaria, rogo muito para que ela me perdoe caso algum episódio do passado venha à tona. Se alguma vivência minha seja desvelada.


O passado me assombra, mas estou construindo um futuro com ações, no presente, muito conscientes das necessidades do nosso relacionamento. Estou presente, estou disponível, estou interessado, estou amando.


Com Re-Amor, Simon!!

 
 
 

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