Eu já amei muito uma vez na vida
- Simon Jaques & Blue

- há 5 dias
- 9 min de leitura

Eu já amei muito uma vez na vida!
Eu estava fazendo terapia e no prédio do consultório, lá estava ele, lindo, alto, másculo, safado (pelo menos, era o que a cara dizia). Todo o dia de terapia, às terças-feiras, eu o via e minha coluna arrepia toda. Meu coração disparava. Eu transpirava, tinha taquicardia, tinha vertigem. Sempre que o via, sempre era a mesma reação. E eu passava do lado dele e sussurrava: “Gostoso lindo”. Mas nunca via uma reação dele.
Meses nesta mesma situação. Um dia eu estava na recepção do consultório e ele entra fala com a recepcionista, dá um lindo sorriso e vai para o banheiro. Tentei levantar, mas não consegui, fiz várias menções de levantar-me e não consego. Até que consigo e quando me levanto, ele está voltando e não consegui vê-lo, como eu sempre sonhei, só nós dois. Ele fica no mictório olhando para ele e faríamos sexo naquele banheiro. Isso sempre me excitou. Mas nunca aconteceu, só em minha mente. Cena essa que populou minhas fantasias masturbatórias por meses.
Nesta época, eu estava trabalhando fora do meu estado, foi onde eu o conheci. E estava exercitando a minha vida homossexual com toda a propriedade possível e impossível...kkk. Mas ele não tinha a certeza que seria um dos meus parceiros nesta descoberta da sexualidade. Essa minha adolescência sexual que tive a oportunidade de conhecer e experimental. Durante anos, eu reprimi o meu desejo sexual e isso, sempre me fez ter uma vida sexual clandestina. Onde eu justificava com a ideia de que transar com homens sempre era mais fácil e rápido. Que eu tinha uma sexualidade muito intensa e que esse desejo por sexo era somente uma vontade de gozar e com homens, isso era muito fácil. Além de não ser uma traição, pois não transava com mulheres e assim, era “permitido” em minha mente.
Com essa possibilidade de exercer o meu desejo sexual, eu já estava muito bem resolvido. Também, já havia me declarado gay, para mim e o meu psicólogo e isso me deu o aval, permissão para realizar tudo o que o meu desejo pedisse. Eu comecei meu desengonçado, sem a certeza do que eu queria ou conseguiria fazer. Nos primeiros dias, eu tentei achar com os motoristas de Uber, depois nos olhares nas caminhadas pelas ruas. Mas quando mudei de apartamento, no mesmo prédio, eu comecei a ampliar minhas possibilidades. Comecei a usar um aplicativo de relacionamento gay. Aí, minha vida mudou e como mudou.... Eu comecei a ter encontros com caras e com mais frequência. Mas como tudo para mim é muito intenso, toda cara que eu saia, eu me apaixonava, falava em casamento, em viver junto, em ter um relacionamento. Só que eu esquecia que eu era CASADO e que não seria muito confortável para o outro. Sempre nestes momentos, eu me decidia me separar e viver minha nova com toda liberdade possível.
Cada cara que eu saía, se tornava o meu novo amor. O meu novo desejo de futuro. Eu só não sabia que este desejo, não era pelo outra, mas sim, por essa nova forma de vida que tanto sonhei, me masturbei e que eu não me permiti por anos. Tudo por sempre ouvir a voz do meu pai berrando: “Voce não vai ser viadinho”. Com essa sentença, eu sempre procurei ser homem e me relacionar com mulheres apenas. Eu namorava, não muito, mas sempre tinha uma namorada aqui e outra ali. E me casei duas vezes e desta segunda vez, me garanti que seria o último e que não voltaria a me relacionar com mulheres. Mas algo foi muito diferente, sempre que eu estava preste a me separar, algo acontecia que me fazia ter a necessidade deste casamento. Mas não será neste texto que falaremos sobre isso....
Voltando para minha aventura sexual, eu queria viver a sexualidade que me foi roubada e que agora eu tinha toda a chance. Mas essa minha mania de fazer qualquer um como o homem da minha vida inteira, sempre afastava todos aqueles homens de mim. Teve um menino, vamos falar assim, que no segundo encontro, eu falei que queria casar com ele. Foi o nosso último encontro e eu ainda o levei de uber até a casa dele. Teve outro que eu realmente fiquei muito apaixonado, o Nil, trabalhador, bem-dotado, não muito bonito, mas um bom partido. Ele era bem rústico, mas beijava super bem e me deixava louco. Tivemos três encontros...kkkk . Eu lembro do dia em que estávamos em uma baladinha na rua e ele me perguntou se poderia me beijar e eu, claro que aceitei. Que beijo delicioso, que beijo que me deu vida, prazer, delírios. Mas nunca mais eu tocaria naquela boca, aquele corpo.
Agora voltando para o John, sempre que eu passava por ele, sussurrava: “Como é gostoso”, mas nunca via uma reação por parte dele. Até que um dia, eu tomei coragem e deu o meu cartão da minha outra profissão (depois eu conto sobre isso) com o pretexto de divulgar o meu trabalho. Eu estava tremendo, suando, com taquicardia, mãos trêmulas, mas entreguei e virei as costas e fui embora. Dali algumas horas, recebo uma ligação. Uma voz deliciosa: “Oi, sou o Fabio. O rapaz da clínica!”. Eu quase desmaiei. Eu estava na casa de um grande amigo. Eu feito louco, coloquei a ligação no mudo e gritei para o meu amigo: É ELEEEEE!”
Meu amigo, me incentivando a atender. Eu recuperei as forças e respondi. Ele me disse: “Eu te encontro por dinheiro” e eu totalmente cego por desejo, respondi que tudo bem. Acertamos o valor. R$150,00 foi o preço que paguei para ter um tormento em minha vida. R$150,00 foi o valor para descobrir a dor, o sofrimento, a desilusão. Mas eu aceitei e peguei dinheiro empretado para o meu amigo e marquei com ele. O interfone tocou, meu coração disparou, o suor correu. Pedi para ele subir. Quando abri a porta, estava com as pernas bambas e tremendo como vara verde. Mas mantive a linha e pedi para ele entrar. Pedi para ele me aguardar na sala e fui para o banheiro me recuperar. Quando eu voltei, a sala estava com a luz só da janela e ele nu, de braços abertos. Que visão linda, que delícia de sonho realizado. Foi uma noite não de sexo, pela primeira vez, eu fiz amor. Eu fiz amor com alguém que eu desejava. Que noite!!
A partir daí, minha vida seria outra. E eu não tinha ideia do que seria minha vida depois desta noite de amor. Fui ao céu e várias vezes ao inferno.Eu já amei muito uma vez na vida!
Eu estava fazendo terapia e no prédio do consultório, lá estava ele, lindo, alto, másculo, safado (pelo menos, era o que a cara dizia). Todo o dia de terapia, às terças-feiras, eu o via e minha coluna arrepia toda. Meu coração disparava. Eu transpirava, tinha taquicardia, tinha vertigem. Sempre que o via, sempre era a mesma reação. E eu passava do lado dele e sussurrava: “Gostoso lindo”. Mas nunca via uma reação dele.
Meses nesta mesma situação. Um dia eu estava na recepção do consultório e ele entra fala com a recepcionista, dá um lindo sorriso e vai para o banheiro. Tentei levantar, mas não consegui, fiz várias menções de levantar-me e não consego. Até que consigo e quando me levanto, ele está voltando e não consegui vê-lo, como eu sempre sonhei, só nós dois. Ele fica no mictório olhando para ele e faríamos sexo naquele banheiro. Isso sempre me excitou. Mas nunca aconteceu, só em minha mente. Cena essa que populou minhas fantasias masturbatórias por meses.
Nesta época, eu estava trabalhando fora do meu estado, foi onde eu o conheci. E estava exercitando a minha vida homossexual com toda a propriedade possível e impossível...kkk. Mas ele não tinha a certeza que seria um dos meus parceiros nesta descoberta da sexualidade. Essa minha adolescência sexual que tive a oportunidade de conhecer e experimental. Durante anos, eu reprimi o meu desejo sexual e isso, sempre me fez ter uma vida sexual clandestina. Onde eu justificava com a ideia de que transar com homens sempre era mais fácil e rápido. Que eu tinha uma sexualidade muito intensa e que esse desejo por sexo era somente uma vontade de gozar e com homens, isso era muito fácil. Além de não ser uma traição, pois não transava com mulheres e assim, era “permitido” em minha mente.
Com essa possibilidade de exercer o meu desejo sexual, eu já estava muito bem resolvido. Também, já havia me declarado gay, para mim e o meu psicólogo e isso me deu o aval, permissão para realizar tudo o que o meu desejo pedisse.
Eu comecei meu desengonçado, sem a certeza do que eu queria ou conseguiria fazer. Nos primeiros dias, eu tentei achar com os motoristas de Uber, depois nos olhares nas caminhadas pelas ruas. Mas quando mudei de apartamento, no mesmo prédio, eu comecei a ampliar minhas possibilidades. Comecei a usar um aplicativo de relacionamento gay. Aí, minha vida mudou e como mudou.... Eu comecei a ter encontros com caras e com mais frequência. Mas como tudo para mim é muito intenso, toda cara que eu saia, eu me apaixonava, falava em casamento, em viver junto, em ter um relacionamento. Só que eu esquecia que eu era CASADO e que não seria muito confortável para o outro. Sempre nestes momentos, eu me decidia me separar e viver minha nova com toda liberdade possível.
Cada cara que eu saía, se tornava o meu novo amor. O meu novo desejo de futuro. Eu só não sabia que este desejo, não era pelo outra, mas sim, por essa nova forma de vida que tanto sonhei, me masturbei e que eu não me permiti por anos. Tudo por sempre ouvir a voz do meu pai berrando: “Voce não vai ser viadinho”. Com essa sentença, eu sempre procurei ser homem e me relacionar com mulheres apenas. Eu namorava, não muito, mas sempre tinha uma namorada aqui e outra ali. E me casei duas vezes e desta segunda vez, me garanti que seria o último e que não voltaria a me relacionar com mulheres. Mas algo foi muito diferente, sempre que eu estava preste a me separar, algo acontecia que me fazia ter a necessidade deste casamento. Mas não será neste texto que falaremos sobre isso....
Voltando para minha aventura sexual, eu queria viver a sexualidade que me foi roubada e que agora eu tinha toda a chance. Mas essa minha mania de fazer qualquer um como o homem da minha vida inteira, sempre afastava todos aqueles homens de mim. Teve um menino, vamos falar assim, que no segundo encontro, eu falei que queria casar com ele. Foi o nosso último encontro e eu ainda o levei de uber até a casa dele. Teve outro que eu realmente fiquei muito apaixonado, o Nil, trabalhador, bem-dotado, não muito bonito, mas um bom partido. Ele era bem rústico, mas beijava super bem e me deixava louco. Tivemos três encontros...kkkk . Eu lembro do dia em que estávamos em uma baladinha na rua e ele me perguntou se poderia me beijar e eu, claro que aceitei. Que beijo delicioso, que beijo que me deu vida, prazer, delírios. Mas nunca mais eu tocaria naquela boca, aquele corpo.
Agora voltando para o John, sempre que eu passava por ele, sussurrava: “Como é gostoso”, mas nunca via uma reação por parte dele. Até que um dia, eu tomei coragem e deu o meu cartão da minha outra profissão (depois eu conto sobre isso) com o pretexto de divulgar o meu trabalho. Eu estava tremendo, suando, com taquicardia, mãos trêmulas, mas entreguei e virei as costas e fui embora. Dali algumas horas, recebo uma ligação. Uma voz deliciosa: “Oi, sou o Fabio. O rapaz da clínica!”. Eu quase desmaiei. Eu estava na casa de um grande amigo. Eu feito louco, coloquei a ligação no mudo e gritei para o meu amigo: É ELEEEEE!”
Meu amigo, me incentivando a atender. Eu recuperei as forças e respondi. Ele me disse: “Eu te encontro por dinheiro” e eu totalmente cego por desejo, respondi que tudo bem.
Acertamos o valor. R$150,00 foi o preço que paguei para ter um tormento em minha vida. R$150,00 foi o valor para descobrir a dor, o sofrimento, a desilusão. Mas eu aceitei e peguei dinheiro empretado para o meu amigo e marquei com ele. O interfone tocou, meu coração disparou, o suor correu. Pedi para ele subir. Quando abri a porta, estava com as pernas bambas e tremendo como vara verde. Mas mantive a linha e pedi para ele entrar. Pedi para ele me aguardar na sala e fui para o banheiro me recuperar. Quando eu voltei, a sala estava com a luz só da janela e ele nu, de braços abertos. Que visão linda, que delícia de sonho realizado. Foi uma noite não de sexo, pela primeira vez, eu fiz amor. Eu fiz amor com alguém que eu desejava. Que noite!!
A partir daí, minha vida seria outra. E eu não tinha ideia do que seria minha vida depois desta noite de amor. Fui ao céu e várias vezes ao inferno.
Com Re-Amor, Simon!





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