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Com Re-amor, Simon!

Re-Aprendendo a Amar!!

Como blogueiro novato, uma das coisas que sempre me pergunto é:
"Como foi que essa história começou?". Desde sempre, adorava compartilhar minhas paixões, as coisas que me incomodavam e, principalmente, minhas opiniões. Com Re-amor, Simon! tem agregado imenso valor à minha vida, e amo poder ter a oportunidade de compartilhar tudo com meus leitores. Explore meu site e aproveite.

A retomada da consciência da auto-imagem - Part #9 (A Revelação)

  • Foto do escritor: Simon Jaques & Blue
    Simon Jaques & Blue
  • 26 de nov. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 5 horas


Desde de pequeno, eu sempre tive a necessidade de falar o que estou pensando, sentido, sofrendo. Mas é uma necessidade tipo vício, onde eu sofro quando não posso compartilhar os momentos de minha vida com os outros. Eu sou daqueles que escreve diário para que o outros leiam. Mas depois sempre me arrependo, porque as pessoas usarão esta informação contra mim algum dia com certeza, como sempre fizeram. Mas isto é uma outra história.

Desde que me assumi homossexual, tem uma cena que não sai da minha cabeça. Como será quando eu contar para as pessoas, meus familiares, meus amigos, minha ex-esposa, minha esposa, minha sogra e meus filhos. Esta revelação irá mudar nossa forma de conviver, de se relacionar? Eles irão aceitar? Eles me condenarão? Eles se afastarão de mim?


Mas, para mim, a pior reação seria: “Ah! Eu já sabia!!” Vai pro inferno..... Anos tentando controlar meus movimentos, fala, ações para camuflar minha real sexualidade, que me sentirei um completo idiota. Como diz na minha terra: “Tampando o sol com a peneira!!” Mas acho que esta hipótese não tem a menor chance, uma vez que me chamam de Saraiva, onde minha brutalidade é uma marca registrada da minha personalidade.


Os meus irmãos sempre me atormentavam com os apelidos de “viadinho”, “bichinha”, “menininha”, “mulherzinha”, mas acho que eles nem tinham noção desde meu real estado civil sexual. Eles não ficarão horrorizados, mas será uma grande surpresa. Afinal, eu namorei com muitas meninas, casei duas vezes, tive filhos e nunca paquerei outro homem (na frente deles....rsrsrs).


Ah! Lembrei de um episódio em que estávamos brincando, devíamos ter uns 5 / 6 anos, de super-heróis. O meu irmão mais velho se declarou o Superman, o meu irmão depois de mim foi de Batman e eu (totalmente inocente, por não vir à mente outro herói além destes dois) gritei que seria a Mulher Maravilha!! Para quê, eles me perturbaram por meses, até que esqueceram. Mas eu nunca esqueci, pois tive que aprender a tomar mais cuidado como o que eu falava ou agia. Tem outra situação, onde eu estava em uma comemoração de encerramento das aulas de arte cênica, dançando samba. Quando vi meu irmão mais velho na plateia, fui correndo falar com ele e perguntei para ele: “Você gostou?” Ele simplesmente me respondeu: “Eu só vi você rebolando igual a uma mulherzinha”. Até hoje, eu consigo sentir o desprezo na fala dele e me dói muito, igual naquele dia. Eu só voltei a sambar quando vim estudar em São Paulo, onde o meu molejo, era algo bom e que chamava atenção pela malevolência e não pela definição sexual.


Estas cenas ficam muito mais alérgicas, quando lembro da surra que meu pai me deu. É como se todos que eu fosse me revelar, pegasse um cinto e me espancasse, gritando que eu NUNCA serei VIADO. Me tirando o direito de sentir amor da minha forma, do meu jeito. Ou seja, eu não tenho direito ao amor. O único amor que eu realmente sinto e que ninguém me recrimina, ou me espanca, é o amor pelos meus filhos. Pelo contrário, sou elogiado e parabenizado por ser tão amoroso. Por que o meu amor por outro homem não pode ser legitimo e parabenizado? Vivo imaginando as pessoas falando para mim: “Simon, parabéns pelo seu amor pelo John!!” ou “Simon, é tão lindo ver o amor que você tem pelo John!!”. Mas é mera imaginação, puro delírio de um gay enrustido querendo ser aceito.


Ontem, me encontrei com o John. Como sempre foi muito gostoso. Mas eu não consigo andar de mãos dadas com ele. E se eu encontrar alguém conhecido? Se minha esposa descobrir? Se meus irmãos receberem fotos minhas com ele? O que faço? Me falta o ar, fico tonto e totalmente desesperado... Só tem um diagnóstico: Eu não estou preparado para assumir, única e exclusivamente para mim, que sou gay e que posso ter um relacionamento com outro homem. Eu não estou preparado para mudar meu status de heterossexual para HOMOSSEXUAL. Eu não consigo ver normalidade nisto. Eu, eu, eu sempre eu.


A primeira revelação que deverá acontecer, será para mim mesmo. Eu preciso parar de ouvir meu pai berrando comigo e dizer para mim mesmo: “Você pode ser o que você quiser”. “Você pode ser gay – viado – bicha, seja que for o nome”. Eu preciso enfrentar este pai interno e tirar o cinto de sua mão para finalmente ter o poder da minha sexualidade de volta. Mas ainda estou sendo espancado e não tenho forças e nem sei como fazer isto parar.



Com Re-amor, Simon!!

 
 
 

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