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Com Re-amor, Simon!

Re-Aprendendo a Amar!!

Como blogueiro novato, uma das coisas que sempre me pergunto é:
"Como foi que essa história começou?". Desde sempre, adorava compartilhar minhas paixões, as coisas que me incomodavam e, principalmente, minhas opiniões. Com Re-amor, Simon! tem agregado imenso valor à minha vida, e amo poder ter a oportunidade de compartilhar tudo com meus leitores. Explore meu site e aproveite.

A retomada da consciência da auto-imagem - Part #8 (Transtorno Bipolar)

  • Foto do escritor: Simon Jaques & Blue
    Simon Jaques & Blue
  • 15 de nov. de 2018
  • 4 min de leitura

Atualizado: há 5 horas



Há alguns anos, eu tive uma crise emocional muito grande, uma depressão fortíssima que me levou a lockout. Eu me sentia um nada, o maior fracassado, a decepção mundial e, principalmente, uma decepção para minha família. Eu olhava para minha esposa e só enxergava decepção em seus olhos claros. Eu me lembro de uma tarde de domingo, em um restaurante, eu confessando para ela que não estava nada bem e expliquei tudo. Neste dia, eu decidi buscar ajuda de um psiquiatra.


Agendei uma consulta e ao chegar no consultório, lembro que era tudo cinza, parecendo um posto de saúde. Entrei e o psiquiatra era até bonitinho, então resolvi continuar a consulta, quem sabe meu sonho de transar com um médico se realizasse. Ele me fez várias perguntas e eu contei meu histórico de depressão e os momentos de muita euforia, com muita compra e gasto. Então ele me diagnosticou com transtorno bipolar, me receitou carbolitium e marcou meu retorno em um mês.


Como eu estava muito decepcionado comigo mesmo, eu não tinha confiança em ninguém, principalmente, em um médico gostosinho que me receita remédio logo de cara (e nem transou comigo!!). Então marquei um outro psiquiatra perto do meu trabalho na época. Eu havia assistido uma palestra deste especialista sobre bipolaridade e ao termino, peguei os contatos dele e marquei uma consulta para dois meses depois (isto, porque a consulta dele custava R$ 500,00 há dez anos atrás). Ele vasculhou meu passado, assim como o outro e eu contei a mesma história. E para minha surpresa, ele fez o mesmo diagnóstico, receitou o mesmo remédio com uma dosagem maior. Então resolvi aceitar o meu mal e começar o tratamento. Também passou remédios para a depressão e para a síndrome do pânico. É, definitivamente, eu não estava nada bem.


Se não fossem os grandes eventos emocionais que me aconteceram nesta época, provavelmente, estaria vivendo esta montanha russa de emoções a que eu estava acostumado a lidar. Hora sendo o dono do mundo, hora sendo a escória da humanidade. E como sempre o meu psiquiatra me diz: o que sempre me ajudou foi o bom humor e otimismo que sempre camuflavam os meus excessos emocionais. Por exemplo, quando buscava sexo com homens em todo e qualquer lugar, sem medir esforços para ter O ORGASMO da minha vida. Mas sem a menor consciência, eu continuava buscando cada vez mais sexo só com homens, como um viciado buscando o alívio nos entorpecentes. Eu sou um viciado em sexo, principalmente, os proibidos.... Pronto, falei!!! Ufa, estou até mais leve. Nem para o meu psicólogo Antônio, eu declarei este meu crime... que ele não me leia...


E assim, os ciclos se repetia a cada decepção ou super bem-estar ou os dois juntos. Com uma roda gigante, uma hora lá em cima, sendo o todo poderoso, outra lá embaixo, sendo a bosta do cavalo do bandido. E o engraçado, é que hoje, esta figura da roda gigante é a representação da minha vida real, como no meu filme (o filme a qual eu me “codinomeei”). Antes, uma figura linguagem para uma puta problema. Agora, ela é a visão de vida, onde viver os extremos não necessariamente é tão ruim e que posso identificar com mais clareza e tentar minimizar os efeitos de cada extremidade emocional.


Rigorosamente, continuo meu tratamento conforme meu psiquiatra recomenda. E agora, volto nele a cada 6 meses, mas no começo eram todos os meses durante uns dois anos. Vejo, nitidamente, a diferença entre o Simon de antes e depois do carbolitium. Pois com minhas crises de humor, meu organismo estava entrando em colapso, meu intestino já estava totalmente bipolar (rsrsrs) ou diarreia ou prisão total de ventre. Meus rins me faziam ir ao banheiro a cada 15 minutos, não podia pegar um trânsito no caminho que tinha que descer para ir ao banheiro. Dores de cabeça que me davam vontade de bater a cabeça na parede até desmaiar. Sem mencionar, nas alergias e outras doenças que pipocavam às vezes.


Quando aceitei o tratamento do psiquiatra, eu aceitei me encontrar com o Simon real, sem as máscaras das minhas oscilações de humor e falta de consciência da minha existência. Eu não conseguia me enxergar, pois as minhas necessidades, para amenizar minhas descompensações emocionais, me levavam a ações e consequências que me deixavam emocionalmente em frangalhos. Não que minhas transas eram ruins, mas que os meus julgamentos pós atos, me destruíam e eu me perdia nestas confusões entre sexo e amor. Hoje, eu ainda não tenho muita clareza desta diferença. Por exemplo, com o John, eu ainda não sei se o sexo e a aceitação dele me levaram ao Amor ou se, realmente, eu o amo e o sexo e sua aceitação são o reforço deste Amor. Sei lá.... É tão difícil para mim essa coisa de amor, sexo, prazer, desejo, necessidades e realidade que eu não posso dizer com 100% de certeza a participação de cada uma em um Amor!! O que é Amor? Como identifica-lo? O John é o meu príncipe encanto em um cavalo branco? Ou mais uma vez, eu me apaixonei pela aceitação do outro? Novamente, irei responder: Sei lá......


Com Re-amor, Simon!!

 
 
 

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