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Com Re-amor, Simon!

Re-Aprendendo a Amar!!

Como blogueiro novato, uma das coisas que sempre me pergunto é:
"Como foi que essa história começou?". Desde sempre, adorava compartilhar minhas paixões, as coisas que me incomodavam e, principalmente, minhas opiniões. Com Re-amor, Simon! tem agregado imenso valor à minha vida, e amo poder ter a oportunidade de compartilhar tudo com meus leitores. Explore meu site e aproveite.

A retomada da consciência da auto-imagem - Part #3 (A Morte do Algoz)

  • Foto do escritor: Simon Jaques & Blue
    Simon Jaques & Blue
  • 7 de nov. de 2018
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 6 horas


Voltando à minha terapia, levei alguns meses de trabalho intenso de autoconhecimento e auto reconhecimento. Ainda é muito difícil de pronunciar, declarar, assumir.... calma, respira.....


Um dia, ouvindo uma música, eu percebi que sempre fugi de uma das minhas principais características e por um motivo muito forte. Lembram do espancamento que sofri quando tinha apenas 7 anos?!?! Pois é, meu pai gritava aos 4 cantos que não teria um filho “viado”.... que me queria morto ao ter um filho “viado”.... Deste dia em diante eu nunca seria “viado” e tudo que pudesse remeter a este nome, impronunciável, eu iria esconder, abafar, disfarçar, negar.


A música que eu ouvia, me mostrou que não se tratava de mim, ou do meu pai, ou do meu deserto, mas sim do amor que soprou de outro lugar para derrubar o que houvesse pela frente. Eu entendi que não poderia mais negar o fato de que eu sou gay, isto mesmo, sou gay. Eu gosto de homens, me sinto completo beijando e amando homens. Não aquele viado que meu pai se referiu, mas um homem que gosta de homens e não poderia mais fingir, muito menos fugir desta complementariedade do meu ser.


Eu namorei só com mulheres, casei duas vezes, tive filhos, tenho um casamento feliz, mas não completo. Não por minha culpa ou da minha esposa, mas pelo fato que o sentimento que tenho por homens sempre me deixa mais feliz e completo. Eu fiz de tudo para ter o mesmo grau e intensidade com minha esposa, mas não sei, não rolou.


Quando cheguei no consultório do Antônio, eu não conseguia respirar, não tinha voz, minhas pernas tremiam, meu corpo parecia que iria desfalecer. Falar para o meu terapeuta, foi um dos momentos mais nus da minha vida, sabe quando você sonha que está pelado na rua ou no shopping, pois é. Eu me despi pela primeira vez em uma terapia e quase tive um enfarto.....rsrsrs Antônio me olhou com a cara de que era normal e me fez duas ou três perguntas. Uma que me lembro bem foi: Quando você viu sua esposa no casamento vindo até o altar, o que você pensou? Eu respondi: Eu não escolheria este vestido, mas se ela quis assim, paciência...


Após me desnudar na terapia, minha vida ficou mais leve. Até o segundo capítulo.... Meu pai faleceu e eu resolvi voltar para minha terra natal e ajudar meus irmãos no sepultamento. Quando decidi viajar, me deu um pânico total, corri e liguei para Antônio. O meu pânico era que meus irmãos descobrissem sobre a minha homossexualidade que desde os 7 anos eu tentava esconder (mas não conseguia muito...rsrsrs).....Me lembro bem da voz do Antônio: Simon, calma....Ninguém sabe. Você só contou para mim!!! E se descobrirem?! O que eles poderiam fazer? Então respirei aliviado e fui para o aeroporto enterrar o meu principal algoz.


Durante todo o trajeto, eu fui refletindo em tudo que eu tive que passar, porque meus pais não tinha a mínima ideia do mal que me fizeram. Agora me livrei de um deles, que não poderia mais me julgar ou me espancar outra vez. Em nenhum momento, eu tive a dor da perda de um pai. Mas o alívio de menos um julgador. Lembro que quando estavam baixando ele no túmulo, peguei um punhado de terra e joguei no caixão, simbolizando o sepultamento da minha negativa de vida, de ser, de existir. Depois saí, literalmente, correndo.... Eu precisava andar, correr, gritar, arrancar a roupa. Lembro que andei por horas e depois parei em um restaurante e decidi contratar um garoto de programa para ter a minha primeira transa depois da minha libertação, tentei por horas e nada. Resolvi voltar para a casa do meu irmão e continuar minha vida, agora mais consciente e clara que eu mereço amar um homem e ser amado por um homem. Sem julgamento, sem críticas, sem meu pai.....


Com Re-Amor, Simon!!

 
 
 

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