A retomada da consciência da auto-imagem - Part #1
- Simon Jaques & Blue

- 4 de nov. de 2018
- 2 min de leitura
Atualizado: há 6 horas

Agora que esta pequena introdução da minha construção emocional foi dada, podemos voltar ao início do propósito deste blog falar da minha terapia.
Quando fui procurar o meu atual psicólogo, sim atual, pois faço terapia desde adolescente. E desta vez, algo me dizia que seria muito diferente de tudo que eu já havia passado. Uma pela minha maturidade e a necessidade eminente de me encarar frente a frente.
O meu terapeuta, o Antônio, é bem interativo e não me deixa apenas com os meus pensamentos e meus desejos de falar. Ele consegue criar conexões dentre minhas falas, me mostrando movimentações, subterfúgios, desculpas, suicídios inconscientes, demonstrações não afetivas (grosserias) sociais, ou seja, terapia intensa.
Quando encontrei o Antônio pela primeira vez, minha queixa era sobre meu relacionamento com minha esposa, isto mesmo, sou casado a quase 20 anos, com esta esposa atual, tenho dois filhos (Roberto 13 anos e Karen 10 anos), moro na zona leste, sou do centro-oeste e vim para São Paulo para estar engenharia na UNICAMP (teremos um capítulo especial para esta fase), trabalho com especialista em campanhas em mídias digitais, não sou feliz com o meu trabalho, mas ganho dinheiro e consigo pagar minhas contas, é o suficiente, não é???
Eu estou cada dia mais nervoso e irritado em casa, também tenho que acordar às 05:00 AM para trabalhar, enfrento trânsito na ida e volta do trabalho e só chego em casa por volta das 07:00 PM, cansado, sem vontade de falar, interagir ou até mesmo existir. Com isto, comecei a suspeitar que estava precisando de uma ajudinha para mudar esta visão amarga e infernal de vida.
Com o Antônio, o inicio de nossos trabalhos foi focado em meu maior problema: o meu relacionamento. Pois, eu e minha esposa não estávamos em uma fase muito boa há uns 8 anos, não que brigávamos, tínhamos DRs, mas pelo contrário, não fazíamos nada, mas nada mesmo. Sem briga, sem discursões, sem sexo, sem amor, sem vida....
Ela é filha única e quando o pai dela faleceu (nota: teremos um capitulo especial sobre esta família da minha esposa....) ela se fechou ainda mais e não conseguia conviver conosco, muito menos comigo. Passamos uns três anos sem sexo, totalmente sem. No começo, eu achava que a dor do luto estava atuando fortemente nela, então passei a ser mais compreensivo, porém tudo tem limite e o meu é bem curto. Resumindo, sempre tínhamos problemas sexuais e ela nunca foi muito fã de sexo e eu super tarado, ela nunca gostou de brigas e nunca fugi de uma, ela sempre falou baixinho e nunca exaltava os que estava sentido e eu totalmente passional. Não precisa ser muito inteligente para perceber que uma hora esta bomba iria explodir.
Então o Antônio começou a me ajudar a entender o que estava acontecendo comigo, porque tudo isto me perturbava e principalmente, porque eu continuava a viver tudo aquilo. É insano você viver um pesadelo destes por mais de 7 anos. Eu era louco, masoquista, idiota....
Depois, volto para continuarmos nossa conversa. Já foi muito estressante falar de tudo isto novamente. Já já volto com novidades já vividas....
Com Re-Amor, Simon!!





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