A reconstrução da Criança até o Eu - Part #02 (Criança, Depressão e Eu)
- Simon Jaques & Blue

- 9 de abr. de 2019
- 3 min de leitura

Hoje estou em pleno processo de depressão. Agora tudo que restou da minha crise de mania, é desilusão, desanimo, desamor, desrespeito, descontrole, desmoronamento. E assim o ciclo vai se fechar uma hora e poderei retomar meu estado “NORMAL”.
Eu tive uma experiência renovadora no ano passado. Abri uma empresa com um sócio, o Abreu. Tive meu romance quase bilateral com o John. Mas tudo isto me levou ao uma crise de Mania, onde perdi o controle financeiro que me arrebentou totalmente agora economicamente. Fiquei sem o John, fiquei sem a empresa e o que sobrou do resultado deste meu descontrole foi um rombo de mais de R$ 100 mil. E como cobrir isto, sem emprego, renda, ou perspectiva de ganho financeiro? Até hoje não tenho a mínima ideia. Estou na dependência financeira total da minha esposa e esta situação agrava ainda mais minha depressão.
Hoje, particularmente, estou mais animado. Uma amiga viu um post meu e me chamou para conversarmos sobre um possível projeto na área de educação para trabalhadores e alunos de escolas públicas da Baixada. Isto, porque eu estava discutindo em minhas redes sociais sobre uma dificuldade das pessoas em alterar seu cotidiano e se libertar dos cabrestos dos vícios culturais para um simples café da manhã, por exemplo. Há um dia atrás, com total desamino da vida, eu não tinha nada em minhas mãos. E mesmo assim, eu não me bloquei e estou me agarrando a esta pequena oportunidade de desenvolvimento e empreendedorismo na minha nova área de atuação. E melhor, ajudando o próximo que é um dos grandes geradores de energia interno para mim.
Coisa bem interessante, pois conversando com o Antônio (meu terapeuta) que esta questão de ajudar, crianças e adultos, vem corroborar com a minha necessidade de resgatar aquela criança que bastaria um simples abraço de minha mãe, para que todo este sofrimento nunca existisse. Mas como não tive, eu posso dar este abraço em outras crianças e assim, me sentir abraçado. Abrandando toda esta dor e poder dizer para esta criança: Não foi sua culpa, você não precisa de todo este peso em sua vida. E tentar que ela me escute e me ajude a superar toda esta dor atual.
Agora na fase adulta, sempre busco esta compreensão , mas a força deste trauma é tão grande que esta criança forjou o crescimento deste adulto de forma tão rígida e fortemente moldada na opinião do outro que sempre tem um artifício para me por nesta condição de espancado, o que me leva a ser radical em minhas opiniões, atitudes e conceitos. Aumentando meu sofrimento e minha dor. Sempre que tenho que me adequar ao conceito do outro, tudo isto vem à tona com toda força de destruição interna que me faz reagir feito um tsunami a qualquer movimento externo, mínimo que seja. Mas é uma mera reação alérgica à esta revolta pelo espancamento físico e mental. Onde, hoje, resta apenas a revolta de não ser compreendido e ter que alterar minha vida inteira para não ser o “viadinho” / “viado” que meu pai berrava enquanto me espancava.
Hoje, me encontro gay, casado com mulher, tenho dois filhos, não tenho emprego e nem renda, mas tenho minha nova profissão e os desafios de me reconstruir nela com toda minha consciência que nunca tive antes. Tenho a grande oportunidade de me reconstruir me entendendo e me respeitando. Sabendo de minhas limitações, defeitos, fraquezas, mas principalmente da minha força e capacidade de enfrentar a vida de peito aberto e disposto a ser algo integro, isento de pré-conceitos e, principalmente, repleto de amor. Quero estar comigo, amar e abusar do verbo provar..... Mas esta questão será uma outra história!!!!
Com Re-Amor, Simon!!





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