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Com Re-amor, Simon!

Re-Aprendendo a Amar!!

Como blogueiro novato, uma das coisas que sempre me pergunto é:
"Como foi que essa história começou?". Desde sempre, adorava compartilhar minhas paixões, as coisas que me incomodavam e, principalmente, minhas opiniões. Com Re-amor, Simon! tem agregado imenso valor à minha vida, e amo poder ter a oportunidade de compartilhar tudo com meus leitores. Explore meu site e aproveite.

A reconstrução da auto-imagem - Part #06 (Eu acompanhadamente sozinho)

  • Foto do escritor: Simon Jaques & Blue
    Simon Jaques & Blue
  • 28 de jan. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 3 horas


Hoje assistindo a uns filmes me dei conta do quanto ando lutando para me encaixar em um grupo. Primeiro grupo foi o familiar, sempre me achei diferente, com objetivos divergentes e, principalmente, com visões de mundo bem distintas. Mas, tentei me encaixar, me conectar e, principalmente, ser aceito.


Após o meu traumático episódio como meus pais, meu foco era se encaixar no padrão deles (meus pais) de masculinidade, virilidade e nunca, mas nunca mesmo, ser gay. No segundo grau (colegial, ensino médio, como queiram), eu encontrei o meu novo grupo, foi onde não sei porque tive a grata sensação de pertencer, pois pela primeira vez vi a oportunidade de sair desta convivência familiar que tanto me asfixiava e viver algo que meu coração se identifica-se, mas que era muito distinto do que eu vivia.


Quando fui para a faculdade, me vi novamente buscando encaixe nos grupinhos. Observei os nichos e me identifiquei com três pessoas que até hoje tenho contato, “tipo melhores amigos”. Mas circulava pelos outros grupos com facilidade e sem muita intimidade. Em um destes grupos extras, existia um cara – o Mococa - meio calado, tímido, com um sorriso extremamente encantador, fala mansa e de um charme estonteante. Um dos melhores dias da minha vida foi quando eu e ele passamos uma tarde no shopping de campinas. Andamos por horas, fizemos compras, comemos, enfim fui feliz. Sem intenção sexual algum, a princípio, mas com a melhor sensação de felicidade.


No outro dia, porém eu fui do céu ao inferno, em uma conversa só eu e este carinha delícia, ele tenta me tirar deste mundo de ilusão da masculinidade social e me trazer para a realidade, me dizendo que sabia qual era o meu problema e me olhando bem nos olhos disse que eu precisava era de um homem. Quando ele disse isto, imediatamente, voltei ao sofá onde meu pai me espancou e ouvi novamente, você não vai ser viado. Olhei bem no olho dele e disse que ele estava muito engando, me levantei e fui embora. Nunca mais falei com ele sozinho, eu não estava preparado para assumir, ele não tinha o direito de me jogar na cara esta realidade que tanto lutei para abafá-la, sufocá-la, matá-la a todo custo.

Nestes últimos tempos, recuperei o contato com o Mococa, mas ele não me deu muita bola. Está casado e tem uma família linda. Quem sabe, não só eu tento sufocar meu desejo. Mandei mensagens, curti TODAS as fotos do Instagram e o máximo de reação dele foi uma curtidinha em uma foto minha. Mas tudo bem, ele pelo menos, ainda, me faz feliz em alguns momentos íntimos individuais em meu treino mental de vida feliz com ele. Mas o pior é a existencia de uma sensação de perda, da falta do que nem existiu.


Agora eu e minha esposa estamos assistindo uma série chamada Grace & Frankie, onde dois homens depois de 40 anos de CASADOS com mulheres, resolvem assumir seu relacionamento. A partir daí a vida a família, os filhos, amigos, conhecidos são afetados por esta união. Não tem como não me enxergar e projetar minha história nesta série. O pior, minha esposa está assistindo com muito interesse e achando bonitinho.... Mas esta questão será uma outra história.....


Com Re-Amor, Simon!!

 
 
 

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